Porque é que as apps de localização gastam bateria (e como evitar)
Não é a localização que gasta: é a forma como é pedida. E os «modos de poupança» da Samsung ou da Xiaomi que matam a app não poupam nada, só te deixam sem avisos.

«Está-me a comer a bateria» é a primeira queixa de qualquer app de localização, e a razão número um para um adolescente a desinstalar. Às vezes é verdade. Outras vezes é o telemóvel. Vamos por partes.
O que gasta mesmo
O chip GPS é um dos que mais consomem num telemóvel quando está ligado de forma contínua. Mas «contínua» é a palavra-chave: uma app que pede a posição exata a cada poucos segundos (como um navegador em viagem) gasta muito; uma app que a pede quando é preciso, quase nada. O wifi e as antenas, que também servem para te situar, gastam muito pouco.
Para além do GPS, gasta o «despertar» em segundo plano: sempre que uma app se ativa com o ecrã desligado para enviar algo ao servidor, consome um pouco. Se o fizer mil vezes por dia, nota-se.
Como faz uma app bem feita
- Pede a posição quando há movimento. O sensor de movimento do telemóvel sabe se estás parado; se estiveres, não há nada para atualizar. A Mi Estela usa esse sensor só para isso: saber quando começas a deslocar-te e poupar bateria quando estás parado. Nunca para medir a tua atividade.
- Usa as geovedações do sistema para os avisos de chegada, em vez de estar a verificar a posição o tempo todo. O sistema operativo vigia o círculo à volta da tua casa com muito pouco consumo e só acorda a app quando entras ou sais.
- Agrupa os envios e não fala com o servidor mais do que o necessário.
- Não pede precisão de navegador quando basta saber em que rua estás.
O que te deixa mesmo sem bateria (e sem avisos)
Os «otimizadores» de alguns fabricantes. A Samsung adormece as apps que não abres durante uns dias; a Xiaomi mata as que não têm «arranque automático»; a Huawei «gere automaticamente» e fecha o que lhe parece; a OPPO e a OnePlus revertem as tuas definições depois de atualizar. O resultado não é poupares bateria: é a app fechar-se, a tua família ver-te «há 6 horas» e, quando a abres, ela ter de arrancar do zero, que é o que mais gasta.
A solução é tirar a app do otimizador: bateria «Sem restrições» e, consoante a marca, mais um ou dois toques. Temos um guia por marca com os caminhos exatos nas Definições e as respetivas fontes.
O modo de energia baixa e a poupança de bateria
São outra história. No iPhone, o modo de energia baixa desativa a atualização em segundo plano (é a própria Apple que o diz). No Android, a poupança de bateria pára os serviços de localização com o ecrã desligado (é a Google que o diz). Se os ativares porque te restam 10 %, é razoável; só tem em conta que a tua gente te verá com atraso até os desligares.
Partilha a tua bateria
Há uma função que resolve o medo de fundo: partilhar o teu nível de bateria com o círculo. Se a tua mãe vir que estás nos 8 %, não se assusta quando o telemóvel se desligar; sabe porquê. Na Mi Estela, partilhar a bateria é gratuito e cada um decide.
Quanto gasta a Mi Estela
Não te vamos dar uma percentagem, porque depende do telemóvel, de quanto te deslocas e de quantos sítios com aviso tens. O que te dizemos é como está feita: posição quando há movimento, geovedações do sistema, sem precisão de navegador quando não é preciso e sem acordar o telemóvel mais do que o necessário. Se vires um consumo estranho, escreve-nos para hola@miestela.app com o modelo do telemóvel: vemos isso.
Fontes
- Apple: Modo de Energia Baixa
- Google Pixel: Poupança de bateria
- Don't kill my app: classificação dos fabricantes


