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Família · Adolescentes · Segurança

Seu filho não chegou e não atende: o que fazer, passo a passo

São onze da noite, ele tinha que estar em casa às dez e o celular dá desligado. Quase sempre há uma explicação boba. O que fazer na primeira hora, quando parar de esperar, o que levar à delegacia e a quem ligar.

A equipe da Mi Estela15 de outubro de 2026 · 6 min de leitura
Um relógio e um caminho de pontinhos que leva até uma casa

Quase sempre que um filho não chega na hora combinada existe uma explicação sem importância: a bateria acabou, ele perdeu o ônibus, ficou conversando com os amigos. Mas essa hora de não saber parece uma eternidade, e no dia em que não é bobagem, é importante ter agido rápido. Este é o guia para esse momento, com o que dizem a polícia e a Fundação ANAR.

A primeira meia hora

  1. Ligue e mande mensagem por mais de um canal: ligação, WhatsApp, SMS. Uma mensagem tranquila («Me avisa quando você ver isto») funciona melhor do que dez em letras maiúsculas.
  2. Veja a localização dele, se vocês compartilham. Repare na hora da última atualização: se diz «há 40 minutos», é onde ele estava naquele momento, não onde está agora (por que isso acontece).
  3. Ligue para os amigos e, se você conhece, para os pais deles. Pergunte com quem ele saiu e quando o viram pela última vez.
  4. Repasse os lugares de sempre: casa de um amigo, a praça, a quadra esportiva, a casa dos avós.
  5. Peça que alguém fique em casa caso ele volte, e que o telefone fixo, se você tiver, fique livre.

Quando parar de esperar

Não é preciso esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. Isso é um mito: a Polícia Nacional da Espanha desmentiu publicamente e lembra que a rapidez é fundamental. Ligue para o 112 ou vá à delegacia mais próxima assim que:

  • For uma criança pequena.
  • Ele tiver alguma doença, tomar remédio ou estiver passando por um momento delicado.
  • Não for típico dele: nunca chega atrasado sem avisar sem avisar.
  • Houver algo que te preocupe: uma discussão, alguém que o incomodava, uma mensagem estranha.
  • Tiver passado um tempo razoável, você já tiver feito tudo o que está acima e continuar sem saber de nada.

Leve uma foto recente, a roupa que ele estava usando, o número do celular dele, suas redes sociais, os nomes dos amigos e os lugares que ele costuma frequentar. Se vocês compartilham localização, mostre a última posição e a hora.

O 116 000: não passe por isso sozinha nem sozinho

O 116 000 é o telefone europeu para crianças desaparecidas. Na Espanha, quem atende é a Fundação ANAR, em colaboração com o Ministério do Interior: é gratuito, confidencial e funciona 24 horas por dia, todos os dias, com psicólogos, advogados e assistentes sociais; também há atendimento por chat. Eles apoiam a família durante todo o processo e podem encaminhar o caso à polícia ou ao 112 se identificarem risco.

Um dado que tranquiliza e preocupa ao mesmo tempo: segundo o relatório da ANAR publicado em julho de 2025, dos 1.171 casos de menores desaparecidos ou em risco atendidos em 2024, 57,6% tinham relação com fugas ou com a ideia de fugir, e dois em cada três eram adolescentes. A maioria volta; o importante é entender o que aconteceu para que tenham saído.

Antes de divulgar a foto dele

É a primeira coisa que dá vontade de fazer, mas converse antes com quem está cuidando do caso: uma foto do seu filho nas redes com a palavra «desaparecido» continua circulando muito depois de ele voltar. Se a polícia achar útil, vai orientar você sobre como fazer.

Quando ele volta

Primeiro, o abraço. A conversa, no dia seguinte e com calma. Se ele foi embora por algum motivo, castigar sem ouvir torna mais provável que ele vá embora de novo. Se foi um esquecimento, é um bom momento para combinar algo simples: um «Cheguei» ao chegar, o celular carregado ao sair e o que fazer se a bateria acabar. Como propor isso sem que ele sinta como vigilância: saber se ele chegou sem ligar para ele e «meu filho diz que eu o vigio».

Onde entra um app (e onde não entra)

Um app de família encurta a primeira meia hora: no Mi Estela você vê se ele chegou sem precisar perguntar (os avisos de chegada aos lugares dele são grátis). O aro do rosto dele fica vermelho se o celular dele estiver há um tempo sem sinal (desligado ou sem cobertura). Com o botão «Acompanhe-me», ele pode dizer quanto tempo vai levar e, se não chegar nem disser que está bem, o app avisa a gente dele. E há o SOS. Mas se o celular estiver desligado, o app só sabe onde ele esteve pela última vez. Nenhum app substitui o 112 nem a polícia.

Fontes

Escrito pela equipe da Mi Estela. Falamos de outros apps com suas fontes e com data; se vir algo desatualizado, escreva pra gente em hola@miestela.app e a gente corrige. Marcas e nomes citados pertencem a seus titulares.

Tiramos suas dúvidas

Perguntas frequentes

Precisa esperar 24 horas para registrar um desaparecimento?

Não. Isso é um mito: a Polícia Nacional da Espanha insiste que não existe tempo mínimo e que a rapidez é fundamental. Se for um menor ou houver qualquer risco, ligue para o 112 ou vá à delegacia assim que ficar preocupado.

O que é o 116 000?

O telefone europeu para crianças desaparecidas. Na Espanha, quem atende é a Fundação ANAR, em colaboração com o Ministério do Interior: gratuito, confidencial, 24 horas, com psicólogos, advogados e assistentes sociais.

O que preciso levar para registrar o desaparecimento do meu filho?

Uma foto recente, a descrição da roupa que ele usava, o número do celular dele e suas redes sociais, os nomes dos amigos, os lugares que ele frequenta e, se vocês compartilham localização, a última posição e a hora.

A polícia consegue localizar o celular do meu filho?

As forças de segurança têm seus próprios meios e procedimentos com as operadoras; diga isso ao registrar a ocorrência e forneça o número. Você não consegue localizá-lo pelo número; explicamos isso em «localizar um celular pelo número».