Como partilhar localização entre iPhone e Android, em família e sem complicações
A tua mãe tem um Samsung, a tua filha um iPhone e tu queres ver os dois. As opções que funcionam mesmo, com os seus limites.

A maioria das famílias portuguesas são mistas: alguém tem iPhone e alguém tem Android. E aí começam as complicações, porque as ferramentas que vêm «de série» em cada telemóvel não comunicam entre si. O Buscar da Apple só funciona entre contas Apple; o Google Family Link só abrange dispositivos Android. Estas são as opções que funcionam mesmo entre os dois mundos.
Opção 1: Google Maps
O Google Maps está nos dois sistemas e partilha localização grátis entre contas Google: uma hora ou «até desativares», e podes criar até cinco avisos de chegada ou saída por pessoa (a outra pessoa recebe um aviso de que os criaste). Também podes enviar um link a alguém sem conta, válido até 24 horas. É a opção mais completa das gratuitas, mas não é um círculo: não há caras num mapa comum, nem bateria partilhada, nem SOS, nem chat. Cada um partilha com cada um.
Opção 2: WhatsApp
A localização em tempo real do WhatsApp funciona em qualquer chat, 15 minutos, 1 hora ou 8 horas, cifrada de ponta a ponta. Perfeita para «estou a caminho». Inútil para «avisa-me quando chegar a casa todos os dias», porque tens de te lembrar de partilhar de cada vez e expira ao fim de 8 horas.
Opção 3: uma app de círculo
As apps de localização familiar (Life360, GeoZilla, iSharing, Mi Estela) estão nas duas lojas e põem todos no mesmo mapa, com avisos de chegada, bateria e SOS. A diferença entre elas está nos anúncios, no que fazem com os teus dados, em se são simétricas ou têm supervisor, e no preço. Comparamos com fontes nas comparativas.
O que muda entre iPhone e Android
Instalada a app, a experiência é a mesma, mas as permissões não:
- iPhone: Definições › Privacidade e Segurança › Serviços de localização › a app › «Sempre» e «Localização exata». E deixar ativa a «Atualização em segundo plano». Nada mais.
- Android: «Permitir sempre» marca-se nas Definições (desde o Android 11 não se pode fazer a partir da app), mais a bateria «Sem restrições». E na Samsung, Xiaomi, Huawei ou OPPO, além disso tens de tirar a app da poupança de bateria do fabricante.
Por isso, quando «o Android da avó não aparece à noite» e o iPhone sim, não é que uma app funcione pior no Android: é que o fabricante adormeceu a app. Temos um guia por marca com os toques exatos.
Videochamadas entre iPhone e Android
O FaceTime é da Apple e o Google Meet pede conta. Se queres que a avó com Samsung faça videochamada com a neta com iPhone sem pensar, o mais simples é que a app de círculo as inclua. Na Mi Estela, o chat, as chamadas e as videochamadas vão dentro da app, entre qualquer telemóvel, e são grátis; o toque soa mesmo que a app esteja fechada.
Em resumo
- Para partilhar por um bocado: WhatsApp ou Google Maps.
- Para que toda a família (iPhone e Android) esteja no mesmo mapa com avisos, SOS e videochamadas: uma app de círculo.
- No Android, a permissão «Sempre» e a poupança de bateria do fabricante são 90 % dos problemas.
Se o teu caso é este, temos uma página para ti: famílias com iPhone e Android.


