Microcarro sem carta aos 15: idades por país, 45 km/h e autoestradas
Aos quinze anos, em Espanha, já se pode conduzir um microcarro. É a primeira liberdade a sério, e o primeiro susto dos pais. As regras, país a país, e como acompanhar sem vigiar.

Cada vez se veem mais microcarros nas cidades espanholas, e muitos são conduzidos por miúdos de quinze e dezasseis anos. São quadriciclos ligeiros (categoria L6e): 45 km/h de velocidade máxima, 425 kg, 6 kW, e proibido circular em autoestradas e vias rápidas. São legais em toda a União Europeia; o que muda de um país para outro é a idade mínima. Aqui fica o que verificámos em fontes oficiais e, depois, como acompanhar um filho que estreia o microcarro sem te tornares na sua guarda civil.
A idade mínima, país a país
Estas são as idades que a Mi Estela confirmou numa fonte do próprio país (revisão de julho de 2026). Quando uma idade não está confirmada, a app não a indica: é orientação, não aconselhamento jurídico, e as regras mudam.
- Espanha: 15 anos, licença AM (a DGT). 45 km/h, nada de autoestradas nem vias rápidas.
- França: 14 anos, permis AM («voiture sans permis»).
- Itália: 14 anos, carta AM («minicar»). Até aos 16 anos não se pode levar passageiro.
- Alemanha: 15 anos, Klasse AM («Mopedauto»); aos 15 anos a carta só vale dentro da Alemanha.
- Portugal: 16 anos, carta AM. Só em estradas nacionais.
- Países Baixos: 16 anos, rijbewijs AM4 («brommobiel»), com exame prático.
- Suíça: 18 anos, categoria F. Coisa de maiores de idade.
- Suécia: não há microcarro; há o A-traktor, um carro normal limitado a 30 km/h e matriculado como trator, a partir dos 15 anos.
Onde não pode ir (e porque é que o navegador importa)
O micro não pode entrar em autoestradas nem vias rápidas. Um navegador normal não o sabe e mete-o na M-40 sem pestanejar. Por isso, o mundo «Ao volante» da Mi Estela calcula um percurso pensado para o micro: conhece as vias proibidas pela regulamentação nacional e evita-as. As posturas municipais de cada localidade vão sendo aprendidas, por isso os sinais de trânsito continuam a mandar.
As primeiras vezes
A primeira vez sozinho, a primeira de noite, a primeira com chuva, a primeira viagem para fora. São marcos a sério, e a Mi Estela deixa que seja ele a marcá-los («a minha primeira liberdade») e que os teus se alegrem com ele. Não é controlo parental: ninguém recebe nada que ele não conte.
Quando fica parado
Furo, bateria, sem combustível. «Algo não está bem» manda para os seus onde está, sem ativar um resgate nem fazer drama. E se for sério, o SOS avisa o círculo com a localização e guia passo a passo enquanto a ajuda não chega, com o 112 a um toque e os contactos de emergência (seguro, oficina) que ele registou com o veículo. A Mi Estela não substitui os serviços de emergência.
O Pacto do volante
Os pais querem saber que saiu e que chegou. O miúdo quer que não o persigam. O Pacto de segurança ao volante é mútuo e à vista: vocês os dois veem exatamente o mesmo, nada acontece às escondidas. É isso que faz com que não desinstale a app ao fim de uma semana.
O que não fazemos
Não há relatórios de velocidade nem notas de condução. Um micro vai a 45; a app não precisa de o dizer a ninguém. A nossa linha é acompanhar, não julgar. Se procuras um relatório de condução, há outras apps que o fazem (Life360, por exemplo); nós, de propósito, não.
Tudo o que a app faz com o micro, o carro e a mota está em Ao volante.


